Muito antes de existir o Nkuta Bantu, já existia uma cozinha, memórias e o afeto pela comida baiana. Foi nesse ambiente que Tia Rosinha, mulher negra e filha de Ogum de Ronda, transmitiu ao jovem Mestre Roxinho, seu sobrinho, saberes que iam muito além das receitas. Com ela, aprendeu que cozinhar também é um gesto de cuidado, partilha, memória e pertencimento. Em 2025, essa memória ganhou uma nova dimensão. A partir da conquista do Prêmio Pacto Contra a Fome pelo Instituto Cultural Bantu, por meio do Projeto Ajeum Bantu, nasceu o Restaurante Escola Nkuta Bantu — um negócio de impacto social que une gastronomia, formação profissional, geração de trabalho, renda e desenvolvimento comunitário. Nkuta significa “aquela que produz alimento”. Uma cozinha que valoriza os sabores da Ilha de Itaparica, as cozinhas de terreiro, os saberes do Recôncavo Baiano e o trabalho de produtores, pescadores e marisqueiras locais. Restaurante Escola Nkuta Bantu - Ancestralidade que alimenta. Gastronomia que transforma.
Hebert das Mercês tem 19 anos, e é um dos jovens talentos que representa a missão do Restaurante Escola Nkuta Bantu. Aluno do Instituto Cultural Bantu desde os 6 anos de idade, Hebert traz uma relação com a cozinha construída desde a infância. Hoje, no Restaurante Escola Nkuta Bantu, vem aperfeiçoando seus conhecimentos, aprendendo novas técnicas e desenvolvendo suas capacidades profissionais com o sonho de se tornar um grande Chef de cozinha. Sua trajetória traduz um dos principais propósitos do Restaurante Escola: identificar talentos, formar jovens, criar oportunidades e transformar conhecimento em autonomia, profissão e futuro.
O Prato do Festival, Moqueca de Bode da Casa foi idealizado por Mestre Roxinho, inspirado na memória, na ancestralidade e nos sabores da cozinha baiana. Um prato feito para chegar à mesa, ser compartilhado e contar uma história.