Cozinha em movimento. O nome traduz exatamente esse espírito. Ele nasce do sobrenome japonês da chef, mas também do verbo unir, que dá sentido ao conceito da casa. A proposta se define como uma cozinha em movimento, um espaço que funciona por temporadas. A cada três meses, um novo artista é convidado a ocupar o restaurante, apresentar sua história e dividir o protagonismo com um cardápio completamente renovado. Nada é fixo. Tudo se transforma. Essa ideia de movimento também aparece na forma como a comida é pensada. Cris evita falar em prato favorito porque, segundo ela, todos foram criados com o mesmo nível de cuidado e intenção. Ainda assim, para quem chega pela primeira vez, algumas escolhas acabam marcando a experiência.
Depois de dezesseis anos vivendo em Salvador, a chef Cris Une encontrou na cidade o território ideal para tirar do papel um projeto profundamente autoral. Assim nasce o restaurante, que se propõe a ir além da comida e transforma a experiência gastronômica em um encontro constante entre sabores, artes e histórias. A escolha de Salvador não foi estratégica, foi afetiva. Para Cris, a cidade se tornou casa ao longo dos anos, um lugar onde hoje ela não consegue imaginar cenário melhor para inaugurar um projeto que carrega tanto da sua trajetória pessoal e criativa.